Jonnatha Horta Fortes
"Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta" C. C.

"Quando começou o cinema, houve o vaticínio mundial:
'- O teatro vai morrer!'.
E mais tarde surgiu a televisão. Imediatamente outros profetas anunciaram também que a televisão era o fim do teatro.
Vejam como o teatro vive de mortes e ressurreições. De vez em quando vem alguém passar-lhe o atestado de óbito. [.]
Mas o teatro está vivo, o teatro é um cadáver salubérrimo."
Nelson Rodrigues
Citação retirada do excelente livro 'Vestido de Noiva - um texto escrito no espaço" de Telma Fernandes @telmachafer.
❤️
3 anos da estreia de "Vestido de Noiva"
👰🏻♀️📓💐⚰️
No dia 25 de maio de 2023 estreou o 24º espetáculo do GOM, com direção de Ione de Medeiros.
Vestido de Noiva é o segundo espetáculo da Trilogia Nelson Rodrigues.
Estreou em Belo Horizonte no Teatro 2 do Centro Cultural Banco do Brasil e depois percorreu ass cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, além de cidades do interior de SP e do interior de Minas.
Vestido de Noiva recebeu o prêmio de Melhor Direção pela @apcapremio e foi indicado na categoria de Destaque Nacional no prêmio Shell.
Vestido de Noiva também foi destaque na lista de melhores espetáculos de 2023 no:
Jornal Correio da Manhã (RJ)
Jornal O Globo (RJ)
Blog Palco Paulistano - José Cetra (SP)
Folha de São Paulo (SP)
Fizemos até o momento 114 apresentações do espetáculo.
E logo teremos a nossa próxima estreia, "O beijo no asfalto", encerrando a trilogia Nelson Rodrigues e fazendo parte das comemorações de 50 anos do GOM.
#vestidodenoiva #gom48anos #oficcinamultimedia #ionedemedeiros

Registro lindo de um dia especial da oficina de bordado e costura do @ladafavelinha.
Na última terça recebemos a @tamara.cunhap, que nos presenteou com a delicadeza do bordado em folhas.
Que alegria dividir as terças-feiras com @saozinhadosanjos e colaborar com o @pontochicfavelinha.
❤️
Foto: @causakeziah

Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
Fotos @causakeziah

Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
Fotos @causakeziah

Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
Fotos @causakeziah

Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
Fotos @causakeziah

Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
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Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
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Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
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Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
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O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
Fotos @causakeziah

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O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
Gratidão a todas que participaram, foi acolhedor, lindo e potente.
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Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
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Em tempos acelerados, parar para criar com as próprias mãos é também um ato de resistência.É preservar tradições e transformar a vida em arte.
O bordado em folhas na aula de hoje com a @tamara.cunhap nos lembrou que as artes manuais também são território de cura, escuta e permanência cultural.
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Oficina de Bordado e Costura com @saozinhadosanjos @jonnathahf
Que nunca nos falte tempo para cultivar arte, memória e cuidados.
Fotos @causakeziah

A literatura de Édouard Louis tem muita identificação com minha história. Isso deve influenciar no meu gosto por seus livros. Sei que ele sabe usar muito bem as palavras e ao contar uma história consegue tocarmuitos leitores. Veja o sucesso que ele tem feito pelo mundo. Estamos numa época que valoriza muito a identificação. Talvez um personalismo exacerbado. Mas ler nossas angústias, nossas tristezas, nossos medos, nossos desafios, nossas mudanças é um novo aprendizado, um novo mudar. Que bom ser contemporâneo do Édouard. Ainda quero poder trocar ideia com ele, e com Didier. Quem sabe um dia, não nos encontramos no Brasil, ou em Paris, ou em algum lugar do mundo. Ler o seu livro, conhecer detalhes de sua história, já me traz alguma intimidade com ele.
"Não sabia por que era pelos corpos de outros meninos que eu era atraído e não pelos das meninas como era esperado de mim. Eu era prisioneiro de mim mesmo. À noite, sonhava em mudar, em me tornar outra pessoa, e talvez tenha sido nesses primeiros anos da minha vida que a ideia da mudança se tornou tão importante para mim."
Mudar: Método
Édouard Louis
Tradução: Marília Scalzo
@todavialivros
Ah, este livro é das Bibliotecas Públicas de BH, da @fmcbh. Se vocês não conhecem, bora conhecer! @bpijbh

Mais um livro de @elouis7580
Desta vez ele continua a olhar para a história de sua mãe, escreve este livro a pedido dela. O quê o torna bem emocionante. Nos conta como sua mãe consegue se separar do seu pai, mas arruma um novo namorado que repete as mesmas violências. Uma narrativa da dificuldade de romper com padrões afetivos. ❤️
"Mas, em vez disso, Woolf propõe algo bem mais radical: ela elabora um programa prático através do qual as mulheres teriam a possibilidade de escrever livros, apesar das limitações que lhes são impostas por seu lugar na sociedade, as tarefas domésticas, o confinamento, a maternidade, o casamento. Woolf sobrepõe às questões formais uma questão material e afirma que, para escrever, uma mulher precisa, acima de tudo, de duas coisas:
— um cômodo só para ela, que possa ser trancado à chave para conseguir escrever com calma, sem ser incomodada por membros da família;
— uma renda de 500 libras, para poder viver sem se preocupar com dinheiro.
Virginia Woolf responde a uma questão literária com preocupações financeiras e materiais.
Um quarto, um espaço, paredes, chave, dinheiro: cem anos depois, é também do que minha mãe precisava; não para se tornar escritora, mas para se tornar uma mulher mais livre e mais feliz.
Woolf já havia entendido, cem anos antes, que a liberdade não é, em princípio, uma questão estética e simbólica, mas uma questão material e prática. Que a liberdade tem um preço."
Monique se liberta
Édouard Louis
Tradução Marília Scalzo
@todavialivros

Já tinha lido os primeiros livros do Édouard, e adorado. Li também o triste relato dele sobre a relação com o pai. E estava curioso para ler os dois que contam da sua relação com a mãe. Neste primeiro, ele parte do processo de separação da mãe com o pai,para nos contar sobre ela e sobre a luta do feminino. Um relato forte e intenso e que com certeza me trouxe muita identificação na relação com minha mãe.
"Disseram-me que a literatura nunca deveria tentar explicar a realidade, apenas ilustrá-la, e escrevo para explicar e entender a vida dela.
Disseram-me que a literatura nunca deveria se repetir, e tudo que eu quero é escrever a mesma história, de novo e de novo, voltar a ela até que revele fragmentos da sua verdade, cavar um buraco atrás do outro até o ponto em que o que está escondido comece a ressumar.
Disseram-me que a literatura nunca deveria ser uma exibição de sentimentos, e escrevo só para trazer à tona sentimentos que o corpo não sabe expressar.
Disseram-me que a literatura nunca deveria soar como um manifesto político, e no entanto afio cada uma de minhas frases como se afia a lâmina de uma faca.
Porque, sei agora, construíram o que chamam de literatura contra vidas e corpos como o dela. Porque, sei agora, que escrever sobre ela, e escrever sobre a sua vida, é escrever contra a literatura.”
Lutas e metamorfoses de uma mulher
Édouard Louis
Tradução Marília Scalzo
@todavialivros
Dia Internacional da Dança
Aqui no Multimédia a dança está presente desde a criação. Em todos os nossos espetáculos, os nossos corpos dançam, gostamos tanto de dançar que até os objetos cênicos também dançam.
Vídeo com trecho do espetáculo "Play It again" (2012) do GOM em parceria com o Grupo de Percussão da UFMG, a partir da pesquisa de Rítmica Corporal desenvolvida pelo Ione de Medeiros no treinamento do ator do Multimédia.
Em cena: Escandar Alcici Curi, Fabrício Trindade, Henrique Torres Mourão, Marco Vieira e Jonnatha Horta Fortes
Viva a Dança!
#gom48anos #oficcinamultimedia
#teatrodança #ionedemedeiros

Li esses dias o excelente ensaio 'O narrador' de Walter Benjamin. Inclusive recomendo a leitura. Neste ensaio Benjamin indica e analisa a obra de Nikolai Leskov. Terminei o ensaio louco para conhecer esta obra.
Fui pesquisar e descubro o livro 'Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk'. Lembrei que tinha comprado esse livro pouco depois dos nossos estudos de Macbeth no @oficcinamultimedia. Estudando Macbeth fiquei fascinado por Lady Macbeth, e no espetáculos que criamos no GOM fui quem deu vida a Lady Macbeth. Comprei este livro e nunca tinha lido, estava lá parado na estante.
A leitura do ensaio me lançou na literatura de Leskov. Sou apaixonado com a literatura e o teatro russo. Já quero ler outras obras de Leskov e aprofundar neste universo incrível.
'Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk' é excelente. Cruel. Mortal. Humano. Violento . Apaixonado. Uma aula de escrita e de personagens. Leiam.
"O mais desolador dos quadros: um punhado de pessoas, arrancadas do mundo e privadas de qualquer sombra de esperança em um futuro melhor, afunda na lama negra e fria de uma estrada de terra batida. Tudo ao redor é de uma feiura que chega ao horror: uma lama sem fim, um céu cinzento, salgueiros desfolhados e molhados, e em seus galhos abertos uma gralha cinzenta eriçando as penas. O vento ora geme, ora se enfurece, ora uiva e brame.
Nesses sons infernais, que dilaceram a alma e completam o horror do quadro, ecoam os conselhos da mulher do Jó biblico: 'Amaldiçoa o dia do teu nascimento e morre'.
Aquele que não quer dar ouvidos a semelhantes palavras, que não acalenta a ideia da morte nem mesmo nessa situação deplorável, mas a teme, esse precisa tentar abafar essas vozes ululantes com algo ainda mais horrendo que elas. Isso o homem simples compreende perfeitamente: então ele dá asas a toda a sua simplicidade animal, começa a fazer bobagens, a zombar de si mesmo, das pessoas, dos sentimentos. Já sem ser especialmente delicado, torna-se excepcionalmente mau."
Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk
Nikolai Leskov
Tradução de Paulo Bezerra
Editora 34

Passei alguns dias acordando e dormindo com @thisispattismith. E meu amor e admiração por esta artista só aumentou.
Desde 'Só garotos' sou amante da escrita de Patti. E este livro novo também é incrível. Que maravilha conhecer um pouco mais da vida desta grande artista, de suas referências, de sua rotina. Um luxo de leitura. Eu queria muito, muito, ser amigo da Patti Smith. Um beijo grande pra ela. E muito obrigado por estes últimos dias deliciosos em sua companhia.
"Em 'Sol e aço', Yukio Mishima fala do desejo de ascensão. Está encapsulado em seu poema 'Ícaro'. Talvez esteja se referindo ao desejo de iluminação, possivelmente o maior pecado do artista. Como os arquitetos de Babel tentando alcançar o reino de Deus, penetrar e se banhar nele, dele se alimentar. Não satisfeito com a beleza do mundo natural, os artistas buscam o reino não natural, o reino da mente, saqueando dos reinos superiores os componentes do cubismo ou as notas de uma fuga impenetrável. Nesse sentido, pode-se dizer que Eva, ao buscar o conhecimento, foi a primeira artista em potencial. E o que criou? O bem de Abel, o mal de Caim. Há magnificência e há fracasso magnífico. Talvez isso tenha atraído Mishima para Ícaro, a arrogância de desafiar o Sol. O artista busca o paraíso em vida, busca o que não deve ser buscado."
Na segunda foto, um registro da Patti, no local onde ela termina o livro. Nice, Hotel Suisse, onde James Joyce teve a primeira visão de Finnegans Wake, o livro incompreensível que inaugurou o século XX.Que alegria saber que compartilhamos o amor com Joyce, que Ione me apresentou na minha entrada no @oficcinamultimedia.
♡
Pão dos anjos: A história da minha vida
Patti Smith
Tradução: Camila von Holdefer
@companhiadasletras

Passei alguns dias acordando e dormindo com @thisispattismith. E meu amor e admiração por esta artista só aumentou.
Desde 'Só garotos' sou amante da escrita de Patti. E este livro novo também é incrível. Que maravilha conhecer um pouco mais da vida desta grande artista, de suas referências, de sua rotina. Um luxo de leitura. Eu queria muito, muito, ser amigo da Patti Smith. Um beijo grande pra ela. E muito obrigado por estes últimos dias deliciosos em sua companhia.
"Em 'Sol e aço', Yukio Mishima fala do desejo de ascensão. Está encapsulado em seu poema 'Ícaro'. Talvez esteja se referindo ao desejo de iluminação, possivelmente o maior pecado do artista. Como os arquitetos de Babel tentando alcançar o reino de Deus, penetrar e se banhar nele, dele se alimentar. Não satisfeito com a beleza do mundo natural, os artistas buscam o reino não natural, o reino da mente, saqueando dos reinos superiores os componentes do cubismo ou as notas de uma fuga impenetrável. Nesse sentido, pode-se dizer que Eva, ao buscar o conhecimento, foi a primeira artista em potencial. E o que criou? O bem de Abel, o mal de Caim. Há magnificência e há fracasso magnífico. Talvez isso tenha atraído Mishima para Ícaro, a arrogância de desafiar o Sol. O artista busca o paraíso em vida, busca o que não deve ser buscado."
Na segunda foto, um registro da Patti, no local onde ela termina o livro. Nice, Hotel Suisse, onde James Joyce teve a primeira visão de Finnegans Wake, o livro incompreensível que inaugurou o século XX.Que alegria saber que compartilhamos o amor com Joyce, que Ione me apresentou na minha entrada no @oficcinamultimedia.
♡
Pão dos anjos: A história da minha vida
Patti Smith
Tradução: Camila von Holdefer
@companhiadasletras

Dia Mundial do Teatro!
Pra comemorar, escolhemos a capa do programa de estreia do espetáculo 'O beijo no asfalto' de Nelson Rodrigues, montagem do Grupo Teatro dos 7, que estreou em 1961.
'O beijo no asfalto' é o novo espetáculo do GOM, com estreia prevista para agosto deste ano no @ccbbbh. Estamos imersos na sala de ensaio, ou seja, comemorando da melhor forma: CRIANDO! Direção de Ione de Medeiros.
Viva o teatro!
#teatro #gom49anos

Ainda não tinha lido nada da Toni Morrison, comecei por este único conto escrito por ela. História sobre a amizade de duas meninas na infância e os conflitos raciais que elas vivem, enquanto se reencontram ao longo da vida. O interessante é que Toni não revela qual personagem é negra e qual é branca, jogando essa questão para o leitor. A literatura é muito poderosa. Espero ler mais livros de Morrison.
Esta edição tem um excelente pósfacio da escritora Zadie Smith. Uma leitura muito importante, sobre o conto, personagens, questões raciais.
"O conflito nos atingiu naquele outono. Pelo menos foi como o jornal chamou. Conflito. Conflito racial. A palavra me fez pensar num pássaro — um pássaro enorme e furioso de um bilhão de anos antes de Cristo. Batendo as asas e grasnando. Seu olho sem pálpebra te olhando o tempo todo. O pássaro chiava o dia inteiro e à noite dormia nos telhados. Acordava você de manhã e desde o Today até o jornal das onze ele ficava ali, uma companhia terrível. Não foi de um dia para o outro que entendi o que estava acontecendo."
Recitatif
Toni Morrison
Tradução: floresta
@companhiadasletras
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