Raul Cardoso
*Psicanalista e Produtor de Moda*
Psicologia para cuidar do que é nós
Psicanálise para cuidar do em si
Moda para expressar tudo isso @concertodemoda

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)

Me disseram que para boiar bastava colocar ar dentro dos pulmões e relaxar o corpo. Mas já fazem anos que tento essa façanha e sem sucesso.
Acho que depois de tantas águas aqui dentro, mergulhar é meu movimento mais natural quando caio no mar.
E sendo assim, desenvolvi uma tática para evitar a angústia de sentir o corpo recebendo o choque gélido destas águas frias e tão diferentes do mar de onde venho.
Eu faço assim: quando a água ainda está nos joelhos, me posturo como quem vai pagar uma flexão e mergulho logo, ainda no raso. Raso também é água. Tudo é mar.
Mergulho, logo e de vez, pra aproveitar a caminhada até as partes mais fundas sem a agonia de sentir o corpo estranhando o toque da frio da água.
Faço isso como quando leio a última página de um livro, quando ainda está pelo meio, cheio de agonia.
E sim, é claro: mergulhar no raso pede que a mão tateie antes, pra evitar que o limite do chão de areia não acabe ferindo nosso corpo num baque de mergulho desproporcional.
Olha só: a gente pode mergulhar no raso, desde que não se jogue de cabeça. Observando bem a profundidade do seu lugar de banho, qualquer mergulho pode ser divertido.
E aí, sem saber boiar, mergulhei mais uma vez.
Desde que me mudei pros distantes montes do Sul, onde não tem praia, acho que é um desrespeito com o mar e comigo mesmo, estar diante diante dele e me molhar só pela metade. Além do mais, é bem pior.
E veja bem: não estou dizendo que afundo, ou que caio nos barrancos da Mole ou Ipanema.
Felizmente tenho evitado naufrágios.
Com o tempo me fiz capitão de mim.
Mergulhar é coisa diferente, diz de uma intenção,e o meu tchibum possui seu próprio ritual: eu me aqueço com os raios que me tocam a pele, corro morros, matas e pedrasaté o corpo suar; eu descubro onde o mar é mais tranquilo e me dirijo a ele com calma; quando os tenho, aproveito a presença dos meus e digo "vamos dar um mergulho?"; escolho também onde posso deixar minhas coisas, pra mergulhar tranquilo, sem ter que ficar cuidando das coisas que deixei pra trás.
E só então vou.
Outro dia cruzei com alguém voltando da trilha por onde eu ia, e ouvi o moço dizer: "o mar está violento hoje"
(Segue na legenda)
Obrigado a todos que dividiram conosco esses 18 dias no maior evento comunitário do nosso país.
O Concerto de Moda tem muito orgulho do que entregamos nessa @festanacionaldauva de 2026! Até a próxima.

Ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?!
Freud diz que as fantasias são desejos realizados por meio de roteiros imaginários — desejos difíceis demais de serem aceitos pela consciência, mas que estão ali, insistindo.
Tipo matar o pai, comer a mãe...Esses papo!
Já Melanie — uma grande psicanalista mulher — avançou um cadinho mais e disse que as fantasias são expressões das nossas pulsões mais antigas, organizando o mundo interno do bebê desde o início da vida.
Enquanto me visto, sempre penso que vestir-se é como entrar em uma fantasia. Cada roupa evoca uma postura; cada peça te tempera com um certo molho. E, se você souber brincar — se souber fazer da roupa uma fantasia têxtil, se conseguir escapar da etiqueta, das marcas, do preço, do “chic” e dessa cafonice toda — vestir-se pode ser um jeito de brincar. Brincar de ser.
Bom… é assim que me convenço a usar roupas sociais quando preciso. E, ainda assim, levo um tênis — porque, se as fantasias podem realizar desejos, sei que nada em mim deseja caber nos tristes moldes do desconforto social que é “pagar de playboy”. Em menos de uma hora meus pés já estavam fora dos sapatos, pisando na grama. Três horas depois, lá estava eu calçando meus tênis.
Cada um sabe onde o sapato aperta, e você não deve se demorar com o que te machuca.
Lembre-se: uma roupa pode usar você, se você não usar ela.
A diferença entre fantasia e delírio talvez resida justamente na consciência de si.
A fantasia brinca com o real; o delírio briga com o real.
A fantasia sabe que é de mentira; o delírio acredita que é verdade.
Acho que por isso sou sempre tão avesso a tendências, cópias e qualquer coisa que se diga “chic”. Quando vestir-se não é se expressar, corre o risco de virar delírio. Quando a moda define castas sociais, ela não é expressão — ela é sufoco e calos.
Se a fantasia, para Freud, é cena;
e para Klein é pulsão,
a moda é o espaço onde essas duas forças se encontram.
Vestir-se é criar ficção com responsabilidade —
consciente do que se veste e do que se afirma.
É por isso que a roupa é sempre política:
pela liberdade que permite,
ou pela repressão que tenta impor.
Então veja bem: ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?

Ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?!
Freud diz que as fantasias são desejos realizados por meio de roteiros imaginários — desejos difíceis demais de serem aceitos pela consciência, mas que estão ali, insistindo.
Tipo matar o pai, comer a mãe...Esses papo!
Já Melanie — uma grande psicanalista mulher — avançou um cadinho mais e disse que as fantasias são expressões das nossas pulsões mais antigas, organizando o mundo interno do bebê desde o início da vida.
Enquanto me visto, sempre penso que vestir-se é como entrar em uma fantasia. Cada roupa evoca uma postura; cada peça te tempera com um certo molho. E, se você souber brincar — se souber fazer da roupa uma fantasia têxtil, se conseguir escapar da etiqueta, das marcas, do preço, do “chic” e dessa cafonice toda — vestir-se pode ser um jeito de brincar. Brincar de ser.
Bom… é assim que me convenço a usar roupas sociais quando preciso. E, ainda assim, levo um tênis — porque, se as fantasias podem realizar desejos, sei que nada em mim deseja caber nos tristes moldes do desconforto social que é “pagar de playboy”. Em menos de uma hora meus pés já estavam fora dos sapatos, pisando na grama. Três horas depois, lá estava eu calçando meus tênis.
Cada um sabe onde o sapato aperta, e você não deve se demorar com o que te machuca.
Lembre-se: uma roupa pode usar você, se você não usar ela.
A diferença entre fantasia e delírio talvez resida justamente na consciência de si.
A fantasia brinca com o real; o delírio briga com o real.
A fantasia sabe que é de mentira; o delírio acredita que é verdade.
Acho que por isso sou sempre tão avesso a tendências, cópias e qualquer coisa que se diga “chic”. Quando vestir-se não é se expressar, corre o risco de virar delírio. Quando a moda define castas sociais, ela não é expressão — ela é sufoco e calos.
Se a fantasia, para Freud, é cena;
e para Klein é pulsão,
a moda é o espaço onde essas duas forças se encontram.
Vestir-se é criar ficção com responsabilidade —
consciente do que se veste e do que se afirma.
É por isso que a roupa é sempre política:
pela liberdade que permite,
ou pela repressão que tenta impor.
Então veja bem: ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?

Ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?!
Freud diz que as fantasias são desejos realizados por meio de roteiros imaginários — desejos difíceis demais de serem aceitos pela consciência, mas que estão ali, insistindo.
Tipo matar o pai, comer a mãe...Esses papo!
Já Melanie — uma grande psicanalista mulher — avançou um cadinho mais e disse que as fantasias são expressões das nossas pulsões mais antigas, organizando o mundo interno do bebê desde o início da vida.
Enquanto me visto, sempre penso que vestir-se é como entrar em uma fantasia. Cada roupa evoca uma postura; cada peça te tempera com um certo molho. E, se você souber brincar — se souber fazer da roupa uma fantasia têxtil, se conseguir escapar da etiqueta, das marcas, do preço, do “chic” e dessa cafonice toda — vestir-se pode ser um jeito de brincar. Brincar de ser.
Bom… é assim que me convenço a usar roupas sociais quando preciso. E, ainda assim, levo um tênis — porque, se as fantasias podem realizar desejos, sei que nada em mim deseja caber nos tristes moldes do desconforto social que é “pagar de playboy”. Em menos de uma hora meus pés já estavam fora dos sapatos, pisando na grama. Três horas depois, lá estava eu calçando meus tênis.
Cada um sabe onde o sapato aperta, e você não deve se demorar com o que te machuca.
Lembre-se: uma roupa pode usar você, se você não usar ela.
A diferença entre fantasia e delírio talvez resida justamente na consciência de si.
A fantasia brinca com o real; o delírio briga com o real.
A fantasia sabe que é de mentira; o delírio acredita que é verdade.
Acho que por isso sou sempre tão avesso a tendências, cópias e qualquer coisa que se diga “chic”. Quando vestir-se não é se expressar, corre o risco de virar delírio. Quando a moda define castas sociais, ela não é expressão — ela é sufoco e calos.
Se a fantasia, para Freud, é cena;
e para Klein é pulsão,
a moda é o espaço onde essas duas forças se encontram.
Vestir-se é criar ficção com responsabilidade —
consciente do que se veste e do que se afirma.
É por isso que a roupa é sempre política:
pela liberdade que permite,
ou pela repressão que tenta impor.
Então veja bem: ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?

Ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?!
Freud diz que as fantasias são desejos realizados por meio de roteiros imaginários — desejos difíceis demais de serem aceitos pela consciência, mas que estão ali, insistindo.
Tipo matar o pai, comer a mãe...Esses papo!
Já Melanie — uma grande psicanalista mulher — avançou um cadinho mais e disse que as fantasias são expressões das nossas pulsões mais antigas, organizando o mundo interno do bebê desde o início da vida.
Enquanto me visto, sempre penso que vestir-se é como entrar em uma fantasia. Cada roupa evoca uma postura; cada peça te tempera com um certo molho. E, se você souber brincar — se souber fazer da roupa uma fantasia têxtil, se conseguir escapar da etiqueta, das marcas, do preço, do “chic” e dessa cafonice toda — vestir-se pode ser um jeito de brincar. Brincar de ser.
Bom… é assim que me convenço a usar roupas sociais quando preciso. E, ainda assim, levo um tênis — porque, se as fantasias podem realizar desejos, sei que nada em mim deseja caber nos tristes moldes do desconforto social que é “pagar de playboy”. Em menos de uma hora meus pés já estavam fora dos sapatos, pisando na grama. Três horas depois, lá estava eu calçando meus tênis.
Cada um sabe onde o sapato aperta, e você não deve se demorar com o que te machuca.
Lembre-se: uma roupa pode usar você, se você não usar ela.
A diferença entre fantasia e delírio talvez resida justamente na consciência de si.
A fantasia brinca com o real; o delírio briga com o real.
A fantasia sabe que é de mentira; o delírio acredita que é verdade.
Acho que por isso sou sempre tão avesso a tendências, cópias e qualquer coisa que se diga “chic”. Quando vestir-se não é se expressar, corre o risco de virar delírio. Quando a moda define castas sociais, ela não é expressão — ela é sufoco e calos.
Se a fantasia, para Freud, é cena;
e para Klein é pulsão,
a moda é o espaço onde essas duas forças se encontram.
Vestir-se é criar ficção com responsabilidade —
consciente do que se veste e do que se afirma.
É por isso que a roupa é sempre política:
pela liberdade que permite,
ou pela repressão que tenta impor.
Então veja bem: ande sempre com um tênis a tiracolo, viu?

Notas sobre minha ansiedade climática:
A Rúbia me disse que diante do mar, o tempo voa, e eu ri dizendo que é diante dele que as horas aterrissam. Aqui, na beira do mundo, o tempo chega e anda de mansinho.
É quando o sol se esconde que chega a hora de partir, e é o vento quem nos conta sobre a hora de ir pra casa. Janeiro chegou trocando meu tic-tac por marulhos e outros sons da Terra. Há de se aprender a ouvir o tempo a partir de outros sons e compassos, meus irmãos. Vamos mais devagar.
Algo em mim tem vivido esta estação como se não fosse mais haver um verão possível pra nós. Olha só: agora a gente deu pra ter medo do sol. Dá pra crer?! A pele do meu amor queimou em dia de chuva. Enquanto caminho na areia e piso em pedaços de plásticos desaguados pelo mar, meu olho também deságua. Sinto que quebramos o planeta e estamos incendiando, a cada janeiro mais.
E sim, eu sei, o mundo há de seguir. Mas já não estou tão certo assim sobre nós. E é aí que a dor abre espaço pra calma.
Correr pra quê, né? Olha ali: até uma sacola plástica vive e veleja por mais tempo que nós. Grande mesmo é a baleia.
Esse tal "tudo é pra ontem" , menina, está nos roubando os restinhos de hojes, os que sobram da ebulição do mundo. E a gente segue incendiando o amanhã pra poder dizer que ele é tarde demais.
Mas correr pra quê, né?
Se tudo corre pro fim,
quero
ir
com calma
até lá.

Notas sobre minha ansiedade climática:
A Rúbia me disse que diante do mar, o tempo voa, e eu ri dizendo que é diante dele que as horas aterrissam. Aqui, na beira do mundo, o tempo chega e anda de mansinho.
É quando o sol se esconde que chega a hora de partir, e é o vento quem nos conta sobre a hora de ir pra casa. Janeiro chegou trocando meu tic-tac por marulhos e outros sons da Terra. Há de se aprender a ouvir o tempo a partir de outros sons e compassos, meus irmãos. Vamos mais devagar.
Algo em mim tem vivido esta estação como se não fosse mais haver um verão possível pra nós. Olha só: agora a gente deu pra ter medo do sol. Dá pra crer?! A pele do meu amor queimou em dia de chuva. Enquanto caminho na areia e piso em pedaços de plásticos desaguados pelo mar, meu olho também deságua. Sinto que quebramos o planeta e estamos incendiando, a cada janeiro mais.
E sim, eu sei, o mundo há de seguir. Mas já não estou tão certo assim sobre nós. E é aí que a dor abre espaço pra calma.
Correr pra quê, né? Olha ali: até uma sacola plástica vive e veleja por mais tempo que nós. Grande mesmo é a baleia.
Esse tal "tudo é pra ontem" , menina, está nos roubando os restinhos de hojes, os que sobram da ebulição do mundo. E a gente segue incendiando o amanhã pra poder dizer que ele é tarde demais.
Mas correr pra quê, né?
Se tudo corre pro fim,
quero
ir
com calma
até lá.

Notas sobre minha ansiedade climática:
A Rúbia me disse que diante do mar, o tempo voa, e eu ri dizendo que é diante dele que as horas aterrissam. Aqui, na beira do mundo, o tempo chega e anda de mansinho.
É quando o sol se esconde que chega a hora de partir, e é o vento quem nos conta sobre a hora de ir pra casa. Janeiro chegou trocando meu tic-tac por marulhos e outros sons da Terra. Há de se aprender a ouvir o tempo a partir de outros sons e compassos, meus irmãos. Vamos mais devagar.
Algo em mim tem vivido esta estação como se não fosse mais haver um verão possível pra nós. Olha só: agora a gente deu pra ter medo do sol. Dá pra crer?! A pele do meu amor queimou em dia de chuva. Enquanto caminho na areia e piso em pedaços de plásticos desaguados pelo mar, meu olho também deságua. Sinto que quebramos o planeta e estamos incendiando, a cada janeiro mais.
E sim, eu sei, o mundo há de seguir. Mas já não estou tão certo assim sobre nós. E é aí que a dor abre espaço pra calma.
Correr pra quê, né? Olha ali: até uma sacola plástica vive e veleja por mais tempo que nós. Grande mesmo é a baleia.
Esse tal "tudo é pra ontem" , menina, está nos roubando os restinhos de hojes, os que sobram da ebulição do mundo. E a gente segue incendiando o amanhã pra poder dizer que ele é tarde demais.
Mas correr pra quê, né?
Se tudo corre pro fim,
quero
ir
com calma
até lá.

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A Rúbia me disse que diante do mar, o tempo voa, e eu ri dizendo que é diante dele que as horas aterrissam. Aqui, na beira do mundo, o tempo chega e anda de mansinho.
É quando o sol se esconde que chega a hora de partir, e é o vento quem nos conta sobre a hora de ir pra casa. Janeiro chegou trocando meu tic-tac por marulhos e outros sons da Terra. Há de se aprender a ouvir o tempo a partir de outros sons e compassos, meus irmãos. Vamos mais devagar.
Algo em mim tem vivido esta estação como se não fosse mais haver um verão possível pra nós. Olha só: agora a gente deu pra ter medo do sol. Dá pra crer?! A pele do meu amor queimou em dia de chuva. Enquanto caminho na areia e piso em pedaços de plásticos desaguados pelo mar, meu olho também deságua. Sinto que quebramos o planeta e estamos incendiando, a cada janeiro mais.
E sim, eu sei, o mundo há de seguir. Mas já não estou tão certo assim sobre nós. E é aí que a dor abre espaço pra calma.
Correr pra quê, né? Olha ali: até uma sacola plástica vive e veleja por mais tempo que nós. Grande mesmo é a baleia.
Esse tal "tudo é pra ontem" , menina, está nos roubando os restinhos de hojes, os que sobram da ebulição do mundo. E a gente segue incendiando o amanhã pra poder dizer que ele é tarde demais.
Mas correr pra quê, né?
Se tudo corre pro fim,
quero
ir
com calma
até lá.

Notas sobre minha ansiedade climática:
A Rúbia me disse que diante do mar, o tempo voa, e eu ri dizendo que é diante dele que as horas aterrissam. Aqui, na beira do mundo, o tempo chega e anda de mansinho.
É quando o sol se esconde que chega a hora de partir, e é o vento quem nos conta sobre a hora de ir pra casa. Janeiro chegou trocando meu tic-tac por marulhos e outros sons da Terra. Há de se aprender a ouvir o tempo a partir de outros sons e compassos, meus irmãos. Vamos mais devagar.
Algo em mim tem vivido esta estação como se não fosse mais haver um verão possível pra nós. Olha só: agora a gente deu pra ter medo do sol. Dá pra crer?! A pele do meu amor queimou em dia de chuva. Enquanto caminho na areia e piso em pedaços de plásticos desaguados pelo mar, meu olho também deságua. Sinto que quebramos o planeta e estamos incendiando, a cada janeiro mais.
E sim, eu sei, o mundo há de seguir. Mas já não estou tão certo assim sobre nós. E é aí que a dor abre espaço pra calma.
Correr pra quê, né? Olha ali: até uma sacola plástica vive e veleja por mais tempo que nós. Grande mesmo é a baleia.
Esse tal "tudo é pra ontem" , menina, está nos roubando os restinhos de hojes, os que sobram da ebulição do mundo. E a gente segue incendiando o amanhã pra poder dizer que ele é tarde demais.
Mas correr pra quê, né?
Se tudo corre pro fim,
quero
ir
com calma
até lá.

Compilar: é sempre muito mais do que se pode dizer.
📷Foto 1 por @moda_silas_abreu

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Corpo presente enquanto a mente debandeia.
Rota Estrada dos Beats Tocados. Sou fã incurável dessa história de ocupar espaços públicos com arte e movimentos. Sei que onde há cultura e diversidade presentes, o Brasil vence e eu tão mais. Dançar pelas ruas e praças é, pra criança que fui e sou, o mesmo que correr pela rua 37 da Cohab maranhense, inocente enquanto eu brincava de 7 pecados capitais com amigos. Hoje o front é minha brincadeira de adulto. Deixo o corpo suar e mente soar. Ali, onde a arte é regra e a cultura é o comando: 3, 2, 1, valendo!
Corre que a @detroitmusicart vai te pegar!

O que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
Por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
Quem as algas apertam em teus braços?
Perguntas mais firme que uma hora e um mar certos?
Eu sei que perguntas sobre a presa branca do narval e eu respondo contando como o unicórnio do mar, arpoado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida, em seus estojos de jóias, é infinita como a areia incontável, pura;
e o tempo, entre uvas cor de sangue tornou a pedra lisa, encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou seus fios musicais de uma cornicópia feita de infninita
madrepérola.
Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos
habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu.
A única coisa capturada é um peixe dentro do vento
Neruda.

O que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
Por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
Quem as algas apertam em teus braços?
Perguntas mais firme que uma hora e um mar certos?
Eu sei que perguntas sobre a presa branca do narval e eu respondo contando como o unicórnio do mar, arpoado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida, em seus estojos de jóias, é infinita como a areia incontável, pura;
e o tempo, entre uvas cor de sangue tornou a pedra lisa, encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou seus fios musicais de uma cornicópia feita de infninita
madrepérola.
Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos
habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu.
A única coisa capturada é um peixe dentro do vento
Neruda.

O que uma lagosta tece lá embaixo com seus pés dourados?
Respondo que o oceano sabe.
Por quem a medusa espera em sua veste transparente?
Está esperando pelo tempo, como tu.
Quem as algas apertam em teus braços?
Perguntas mais firme que uma hora e um mar certos?
Eu sei que perguntas sobre a presa branca do narval e eu respondo contando como o unicórnio do mar, arpoado, morre.
Perguntas sobre as plumas do rei-pescador que vibram nas puras primaveras dos mares do sul.
Quero te contar que o oceano sabe isto: que a vida, em seus estojos de jóias, é infinita como a areia incontável, pura;
e o tempo, entre uvas cor de sangue tornou a pedra lisa, encheu a água-viva de luz, desfez o seu nó, soltou seus fios musicais de uma cornicópia feita de infninita
madrepérola.
Sou só uma rede vazia diante dos olhos humanos na escuridão e de dedos
habituados à longitude do tímido globo de uma laranja. Caminho como tu, investigando as estrelas sem fim e em minha rede, durante a noite, acordo nu.
A única coisa capturada é um peixe dentro do vento
Neruda.

Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.

Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.

Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.

Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.
Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.
Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.

Subi no tronco,
me joguei no rio de cabeça
dei com a cara no fundo
quase me quebrei.
Sou maior do que pensei
e nem tudo é tão profundo assim.
Trepei na corda
me joguei de tirolesa
aquilo era alto demais
acho que sou pequeno mesmo.
A gente nunca sabe ao certo o tamanho de si
Meu amor de infância derrubou as madeiras do jogo
no vilarejo perguntavam se ela era mesmo meu par
sorrindo, me disse que vitórias e perdas
são coisas nossas.
Viver é ter com quem partilhar.
Peguei estrada
comi milho de todos os jeitos .
Thiago preferia ele assado,
e a Day pediu tanto quanto eu;
não conseguimos comer a pamonha.
Cohabitar as diferenças
E essa fome que eu sinto de tudo.
No rádio o som das pedras antigas
no horizonte ao lado fios conduziamenergia
silêncio e sorrisos
um retorno ao continente
enquantoBia e o amor comiam no Ceará.
Mãe, cheguei.
Eu estava cansado de sentir falta daqui.
Casa é
qualquer lugar
entre os
m[eu]s.

Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
📍@concertodemoda
📸 @off.photo_@tunel.br
👕@des.prezo @deborabregolin_

Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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📸 @off.photo_@tunel.br
👕@des.prezo @deborabregolin_

Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
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Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
📍@concertodemoda
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Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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Entre pequenas e grandes vitórias, algumas lutas e muitas ideias, vi meu cotidiano ser tomado por pessoas que seguraram minhas mãos e fizeram da moda, cartas com suas próprias mensagens.
Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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Todo mundo tem muito a dizer, e palavra é coisa multiforme.
Obrigado por tanto, viu?!. Obrigado, Serra Gaúcha. Obrigado amigues e parceires.Não podia deixar de agradecer por aqui, registrar nesse diário contemporâneo e compartilhar uma fração de tudo que me atravessa.
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Rio grande do Sul e todas as partes que cresceram em mim, entre araucárias. Já se vão quase dez anos desde que troquei castanha por pinhão, e entendi que é arrogância demais supor que temos controle de tudo. Veja: ao querer banhar em água doce, você só escolhe se um rio te molha até o ponto em que decide entrar; tendo entrado, dali pra frente quase tudo é correnteza, é o que flui. Por isso é importante pensar onde se quer mergulhar: tudo inunda após o corpo entrar. Foi Heráclito quem disse: "nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!"
O devir é mesmo inevitável, e é assim que cá estou.

Rio grande do Sul e todas as partes que cresceram em mim, entre araucárias. Já se vão quase dez anos desde que troquei castanha por pinhão, e entendi que é arrogância demais supor que temos controle de tudo. Veja: ao querer banhar em água doce, você só escolhe se um rio te molha até o ponto em que decide entrar; tendo entrado, dali pra frente quase tudo é correnteza, é o que flui. Por isso é importante pensar onde se quer mergulhar: tudo inunda após o corpo entrar. Foi Heráclito quem disse: "nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!"
O devir é mesmo inevitável, e é assim que cá estou.
Rio grande do Sul e todas as partes que cresceram em mim, entre araucárias. Já se vão quase dez anos desde que troquei castanha por pinhão, e entendi que é arrogância demais supor que temos controle de tudo. Veja: ao querer banhar em água doce, você só escolhe se um rio te molha até o ponto em que decide entrar; tendo entrado, dali pra frente quase tudo é correnteza, é o que flui. Por isso é importante pensar onde se quer mergulhar: tudo inunda após o corpo entrar. Foi Heráclito quem disse: "nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, nem tão pouco o homem!"
O devir é mesmo inevitável, e é assim que cá estou.
voz em desafino, violão mal tocado. É brincadeira. É o cotidiano brincando de saudade de casa. @euxama
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